Movimento de quadrinhos dos anos 1990

Escritor, roteirista e editor.


Por mais objetivo que se queira ser, toda história é narrada de um ponto de vista, constituindo uma versão dos acontecimentos. Assim, este texto é um relato subjetivo, baseado em memórias e documentação de seu autor. A história aqui narrada se passa na década de 1990, quando uma verdadeira “cena quadrinística” tomou forma e se desenvolveu em Belo Horizonte (MG). O foco são as próprias experiências do autor na participação e organização de eventos, produção de artigos jornalísticos e, especialmente, na criação de revistas em quadrinhos, como as séries Solar e Caliban. Boa leitura!

1993, um ano ímpar

1993, que ano para os quadrinhos! Um furacão chamado Image Comics virava de cabeça para baixo o mercado norte-americano, varrendo antigos tabus editoriais e abalando as estruturas das gigantes Marvel e DC Comics. Em seu segundo ano de atividades, a editora de Spawn, Wild C.A.T.s e Youngblood alcançava vendas astronômicas e abria espaço para criações bem mais interessantes, como a série The Maxx de Sam Kieth e a minissérie 1963 escrita por Alan Moore.

E as lições mercadológicas dadas por Todd McFarlane, Jim Lee, Rob Liefeld & Cia. não passaram despercebidas. Afinal, por que criar personagens para as grandes editoras, quando se pode trabalhar em cooperativa e manter os direitos autorais sobre suas criações? Foi seguindo essa ideia que surgiram Sin City, Hellboy e Madman, entre outras séries produzidas por Frank Miller, Mike Mignola, Michael Allred e mais alguns medalhões do mercado norte-americano, que se uniram para criar o selo Legend, com HQs editadas pela Dark Horse Comics.

É claro que o ano de 1993 não teria sido o mesmo sem outro selo editorial: o Vertigo. Inspirados pelo sucesso comercial e pela aclamação crítica da série The Sandman, os executivos da DC Comics viram a oportunidade para uma nova linha de “quadrinhos adultos”. Capitaneada pela editora Karen Berger, tendo como fundamento as inovações temáticas trazidas pelo inglês Alan Moore e espelhando-se nas concepções estéticas do também inglês Neil Gaiman, o selo Vertigo contribuiu para reforçar a ideia de que os quadrinhos não são somente “coisa para criança”.

Enquanto isso, no Brasil, ainda se faziam sentir as ondas da “revolução das graphic novels” da segunda metade dos anos 1980. Mas se as Bienais Internacionais de Quadrinhos do Rio, em 1991 e 1993, trouxeram a nossas praias grandes nomes das HQs mundiais, o mercado nacional continuava uma realidade distante para a grande maioria dos quadrinistas brasileiros. Com exceção das consagradas tirinhas de jornal, das revistas do Estúdio Maurício de Sousa e de algumas experiências esporádicas, encontrar publicações com personagens nacionais era algo raro. Sem um espaço garantido no mercado, os novos quadrinistas brasileiros tiveram que inventar seu próprio caminho.

Em 1993, uma das trilhas mais usadas era o circuito dos fanzines e edições alternativas. Foi naquele ano que lancei minha primeira publicação: um fanzine em xérox e formato ofício, com quadrinhos, matérias e entrevistas, feito em parceria com o desenhista Erick Azevedo. Era o artesanal Replicantes, que teve apenas dois números, o primeiro em março de 1993 e o segundo em junho de 1994. Apesar de suas limitações e até mesmo de sua precariedade, essa primeira experiência editorial despertou em mim o gosto por publicar quadrinhos, o que eu voltaria a fazer em 1995 com os três números do fanzine Ideário, impresso em tipografia, com uma tiragem maior e um melhor acabamento gráfico.

Mas já em 1993 havia autores independentes publicando suas HQs com impressão gráfica profissional e na forma de revistas. Um grupo desses autores, no Rio de Janeiro, chegou a formar a “Frente das Revistas Independentes”. Entre as publicações que faziam parte da FRI, destacava-se a revista de antologia Grimoire. Lançada em novembro de 1993, editada por Thais Linhares e Bernard, Grimoire trazia quatro histórias de fantasia com ótimos desenhos, além de uma introdução, biografias dos autores e uma matéria sobre os quadrinhos de Neil Gaiman. Tudo isso impresso em papel de boa qualidade, com capa em duas cores e miolo em P&B: uma produção gráfica muito superior àquela que costumávamos ver nos fanzines.

Descobri a Grimore já em 1994, numa bancada lotada de revistas nacionais e importadas, que o gerente Carlos e o responsável pelos quadrinhos Evandro mantinham na entrada da livraria Leitura Savassi. Não me lembro se naquele dia cheguei a comprar algum exemplar da versão brasileira de The Sandman, publicada então pela editora Globo. O que sei com certeza é que não deixei passar um exemplar de Grimoire, ainda hoje um dos tesouros de minha coleção. Na época, aquela bela revista independente mostrou a mim e a outros aspirantes a editor que era possível produzir e publicar nossos quadrinhos com qualidade mais profissional.

A verdade é que éramos pura empolgação e paixão pelos quadrinhos e à nossa frente só víamos um mundo de possibilidades em aberto. Possivelmente, muito disso não passava de ilusão juvenil nossa, estimulada pela agitação e pelas novidades trazidas por 1993, sem dúvida um ano ímpar!

Solar, um herói brasileiro (e de BH)

Foi em meados de 1994 que o personagem Solar nasceu. Na época, eu já havia desenhado algumas HQs curtas e produzido o fanzine Replicantes, mas queria trabalhar num projeto maior. Foi então que tive a ideia de criar uma série com um herói brasileiro. Desde o início, defini que o personagem não teria as espalhafatosas fantasias coloridas dos super-heróis tradicionais, o que por si só já o afastava um pouco daquele popular gênero dos quadrinhos. Mas seriam necessários outros elementos para diferenciar e justificar meu projeto, pois eu não queria fazer apenas mais uma HQ de um personagem com superpoderes. O fato é que, a partir daí, “o universo começou a conspirar a meu favor” e as peças do mosaico criativo foram surgindo.

Para começar, vieram influências saídas do curso de História, que eu iniciava na UFMG, como os conceitos de “Apolíneo” e “Dionisíaco” de Nietzsche, o “Complexo de Édipo” de Freud e a concepção grega do “herói trágico”, que fundamentariam o personagem e alguns dos roteiros iniciais da série. Na mesma época, descobri as primeiras HQs da série Monstro do Pântano escritas por Alan Moore, que me mostraram ser possível conciliar histórias de heróis a elementos místicos e míticos. Em seguida, li a revista A Falta de Educação no Brasil do cartunista Nilson Azevedo, com a qual aprendi como criar uma história com ação, partindo de situações cotidianas e de uma ambientação brasileira.

O personagem que eu estava criando era um “herói apolíneo”, um “herói solar”. Mas faltava ainda uma característica que marcasse sua identidade em relação à de outros já existentes. Em grande parte, o que determina a razão de ser de um herói e o porquê de ele ser um indivíduo especial são sua origem e a identidade cultural que ele representa. Portanto, era preciso dar uma origem cultural a meu herói. Foi aí que chegou a minhas mãos o ótimo Maíra de Darcy Ribeiro e mais tarde o excelente Xingu: os índios, seus mitos de Orlando e Cláudio Villas-Bôas. Com isso, o mosaico se completou: eu já tinha em mente o herói que chamaria de “Solar”.

Em junho de 1994, enquanto frequentava os eventos de rua da primeira edição do FIT (Festival Internacional de Teatro de BH), eu ensaiava os primeiros esboços para o visual do personagem, ao mesmo tempo em que concebia a trama principal da série. Escolhi para ele o nome Gabriel Azevedo e criei personagens coadjuvantes, como seus pais adotivos, sua mãe, Sofia Ribeiro, e sua esposa, Cristiane Villas-Bôas. Ele voaria e enfrentaria desafios similares aos do Super-Homem dos anos 1980 e trabalharia como fotógrafo, passando por dificuldades semelhantes às do Homem-Aranha dos anos 1970. Porém, no lugar de uma grande metrópole norte-americana, as aventuras do personagem aconteceriam num ambiente que conheço bem: minha cidade-natal.

Belo Horizonte havia passado há pouco por reformas que a embelezaram e recuperaram alguns de seus prédios e pontos históricos (como a Praça da Liberdade). Estávamos então redescobrindo nossa capital cercada de montanhas, e muitos de nós desenvolvemos um genuíno amor por BH. Assim, não é por menos que criei para a cidade um herói que voava entre seus prédios (como o edifício Acaiaca) e vivia aventuras em alguns de seus locais mais conhecidos (como a Praça Sete). Só bem mais tarde fui perceber que na bandeira da capital de Minas Gerais aparece um Sol que nasce entre as montanhas (da Serra do Curral). Ou seja, esta tinha mesmo que ser a cidade do Solar!

Em sua concepção inicial, o projeto da série Solar teria um total de vinte e um capítulos, divididos em três livros: “Asas de Ícaro”, “Solo Sagrado” e “Humanidades”. No início do segundo semestre de 1994, os roteiros desenhados dos dois primeiros capítulos já estavam prontos. Porém, eu havia decidido que não desenharia a série, pois meu estilo não se adequava ao clima de ação das HQs. Só me restava procurar por um desenhista. Foi então que conheci o ilustrador Ricardo Sá, que se interessou em embarcar no projeto após ver os dois primeiros roteiros.

Enquanto Solar tomava forma, eu continuava a escrever novos capítulos da série e começava a buscar uma maneira de pagar pelo trabalho de ilustração, além de financiar o lançamento de uma revista. Já em 1995 consegui a aprovação, pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura de BH, para a produção de sete números da série. E assim, com um logotipo desenhado por Cristiano Seixas do futuro Estúdio Big Jack e a colaboração do amigo Dênio Takahashi na editoração da revista, em março de 1996 pude lançar o primeiro número da Solar.

Ter aquele n°1 em mãos foi uma sensação indescritível! É claro que o trabalho estava apenas começando, e eu logo descobriria que conseguir lançar uma revista não era o maior desafio para um quadrinista independente. Não demorou nada para eu perceber que a divulgação e a distribuição eram os verdadeiros “gargalos” da produção brasileira de quadrinhos. Além disso, mesmo tendo os quatro primeiros capítulos já desenhados, Ricardo Sá acabou se atrasando no quinto e sexto. Então, para o sétimo capítulo, assumiu uma equipe do Estúdio HQ, formada por Erick Azevedo, Sidney Telles, Fernando Rabelo e Fabiano Barroso. Com alguns rearranjos segui em frente, lançando em 1996 as revistas com os sete capítulos do livro “Asas de Ícaro”, que seriam reunidos numa coletânea em dezembro daquele ano. A revista Solar chegava ao fim, mas a saga do personagem continuaria numa nova publicação.

Afinal, enquanto produzia as últimas edições da primeira série, consegui a aprovação, pela Lei de Incentivo, para as sete edições da Caliban. Lançada em agosto de 1997, a nova revista daria continuidade às aventuras de Solar, trazendo outros personagens e séries, bem como histórias curtas. Além de Ricardo Sá, desenhistas ligados ao Estúdio HQ e ao Big Jack participaram das edições, que contaram ainda com o talento dos veteranos Flavio Colin, Julio Shimamoto e Mozart Couto. Em seu primeiro ano, Caliban teve quatro números publicados, com memoráveis festas de lançamento e uma pequena participação na 3ª Bienal Internacional de Quadrinhos. Ficaram para 1998 os três últimos números da revista, com os quais eu ganharia meu primeiro prêmio nacional: o Troféu HQ MIX de “Melhor Revista Independente”.

Claro que a principal “atração” da Caliban era o Solar, que reestreou no n°1 da revista, com o primeiro capítulo do livro “Solo Sagrado”. O personagem voltaria em quase todas as edições da revista, mas minha ideia inicial para uma série de vinte e um capítulos acabou resumida para quatorze HQs, sem perdas muito substanciais. A verdade é que naquele ano de 1998 eu aspirava a outros voos, sendo o principal deles a produção do álbum Estórias Gerais, que estava sendo desenhado por Flavio Colin.

Com Solar e Caliban realizei o sonho de lançar revistas em quadrinhos. Produzi-las foi uma verdadeira aventura criativa e, embora não tenham sido um grande sucesso comercial, elas marcaram seu lugar no circuito dos quadrinhos independentes. Como afirmou o crítico Marcello Castilho Avellar do jornal Estado de Minas, aquelas revistas “foram uma espécie de marco da maturidade dos quadrinhos em Belo Horizonte”.

A capital brasileira dos quadrinhos

Para alguém que não tenha vivido aquele momento, talvez possa parecer exagero, mas como escrevi numa matéria de jornal na época, entre 1995 e 1998, BH foi: a capital brasileira dos quadrinhos.

Tudo começou no início da década. Fanzines em xérox, aspirantes a quadrinista e os mais diversificados projetos surgiam a cada dia. Na onda de um mercado de quadrinhos em crescimento e relativo amadurecimento, várias lojas especializadas se sucederam: Livro Arbítrio, Valer, Mandarim, Gibis & Afins. Numa escola da periferia de BH, teve lugar a exposição de um grupo de desenhistas auto-intitulados os “Mutanóides Associados”. No antigo prédio da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG, o italiano Piero Bagnariol ministrava um curso de quadrinhos. O mesmo Piero que logo estrearia o programa BOOM!, dedicado às HQs e veiculado por um dos primeiros canais a cabo locais.

O burburinho em torno dos quadrinhos começava a ser notado. Em 1994, a livraria Leitura Savassi assumiu o papel de principal loja especializada na cidade. No ano seguinte, uma ampliação de sua seção Quadrinhos/RPG foi montada na Leitura Amazonas. Para inaugurar o espaço em maio de 1995, fui convidado a ser um dos organizadores da BHQ (Primeira Convenção de Quadrinhos de Belo Horizonte). Na noite de abertura, uma verdadeira multidão de fãs de quadrinhos superlotou o espaço, em busca de lançamentos importados e raridades do mercado nacional. A programação durou uma semana e contou com vídeos, palestras, debates e oficinas. O evento foi um sucesso e teria uma segunda edição no ano seguinte.

Ainda em 1995, estreei uma página semanal com crítica de quadrinhos no jornal Hoje em Dia. Quando fui convidado a levar meus textos sobre HQs para o jornal O Tempo, lançado em novembro de 1996, a página sobre quadrinhos do Hoje em Dia foi mantida a cargo de Paulo Dias e Gustavo Marcarenhas. Na mesma época, o jornalista Marcello Castilho Avelar já escrevia uma seção com críticas de HQs para o Estado de Minas. Também entre 1995 e 1996, foi minha vez de levar os quadrinhos à telinha, quando produzi o quadro “Quadrinhos & Afins” para o programa Agenda da Rede Minas de Televisão. Lojas especializadas, convenções, páginas de jornal, matérias na TV... Isso já faria de 1995 um ano singular. Mas teve muito mais!

Primeiro a Legenda, revista do Núcleo de Quadrinhos da FUMA, ligada à Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). Em seguida, a experimental e inovadora Graffiti - 76% Quadrinhos, capitaneada por Piero Bagnariol e Marcos Malafaia. E enquanto eu produzia as edições do fanzine Ideário, consegui a aprovação, pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura, para os sete números da revista Solar, lançada em 1996. Como já vimos neste texto, a ela se seguiriam as sete edições da Caliban, lançadas entre 1997 e 1998, também com o apoio da Lei de Incentivo. Essas e outras publicações, além de toda a movimentação em torno dos quadrinhos, acabaram dando origem ao Estúdio HQ. Chegando a reunir algumas dezenas de pessoas, a associação tinha uma sede própria, atuando na organização de festas de lançamento, distribuição das publicações e também como espaço de confluência para pessoas interessadas em criar e publicar quadrinhos.

Pode-se dizer que um dos efeitos indiretos daquela “cena quadrinística” dos anos 1990 foi a realização em BH da 3ª Bienal Internacional de Quadrinhos. Afinal, foram a efervescência criativa e a repercussão midiática de nosso movimento de quadrinhos que associaram fortemente o nome da cidade às HQs. Assim, quando surgiu a proposta para que BH sediasse a Bienal, já estava disseminada a ideia de que a arte dos quadrinhos era parte importante da vida cultural da cidade. Integrando as comemorações pelo centenário da capital, o evento aconteceu em outubro de 1997.

Com uma estrutura admirável, que incluía diversos espaços culturais, a Bienal teve como ponto alto as fantásticas exposições de artistas franceses, belgas, italianos, norte-americanos e brasileiros. O evento contou ainda com um concurso, palestras, debates e a presença de convidados ilustres. O fato é que, num rápido passeio pelos corredores das exposições na Serraria Souza Pinto, podia-se passar das páginas de Henfil às de David Mazzuchelli, das pinturas realistas de Schultein ao traço cartunístico de Ziraldo. E também não era difícil encontrar-se frente a frente com figuras consagradas como Angeli, Bryan Talbot, Jô Oliveira, Lourenço Mutarelli e Paolo Serpieri. Isso sem falar no grande homenageado da festa, o amável e genial Will Eisner. Não perdi, é claro, a oportunidade de fazer entrevistas com todos eles.

No ano seguinte, incentivado pelo sucesso da Bienal, o movimento de quadrinhos em BH ganhou força total. Novas edições de revistas, como os últimos números da Caliban, o surgimento de jovens quadrinistas, como Cleuber da tira Arroz Integral, o retorno de veteranos, como Lacarmélio da revista Celton, e o reconhecimento dos talentos locais, como Guga, Irrthum e Chantal, fizeram de 1998 um ano especial para todos que estiveram envolvidos. O coroamento veio com a terceira edição da convenção BHQ, organizada pelo Estúdio HQ com financiamento da Leitura Savassi e participação do recém-fundado Estúdio Big Jack.

Aquela última convenção foi também uma espécie de “canto do cisne” de nosso movimento de quadrinhos. O ano de 1999 trouxe dispersão de participantes e iniciativas que não se concretizaram. Para completar, a realização do primeiro FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos) teve, para muitos de nós, o efeito de um “balde de água fria”. Inegavelmente, a organização do evento não contemplou a devida participação dos autores locais, resultando em parte num desestímulo para o trabalho de muitos. Mas, seja pelos motivos que forem, o movimento de quadrinhos de BH já não tinha a força dos anos de 1995 a 1998.

Muitos de nós continuamos, inventando caminhos próprios, buscando a profissionalização de sua produção ou outras maneiras de seguir atuando no campo das artes visuais e mesmo das HQs em específico. Outros simplesmente desistiram e seguiram suas vidas em outras áreas.  Mas, para os que participaram daquele momento, ficou a memória de uma época única, em que BH foi realmente a capital brasileira dos quadrinhos!


(Reunião de textos originalmente publicados no blog Mais Quadrinhos, em dezembro de 2008 e janeiro de 2009, apresentados em forma de artigo no “Seminário Design da Imagem” da Escola de Design da UEMG, em junho de 2013.)

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